A prevenção do câncer não começa no consultório — começa no solo.
A agroecologia mostra como a forma de produzir alimentos impacta a saúde, o ambiente e as desigualdades no Brasil.
Diferente do modelo agrícola intensivo, que empobrece o solo, reduz biodiversidade e expõe trabalhadores a substâncias tóxicas, a agroecologia prioriza sistemas sustentáveis, diversos e socialmente justos, fatores que impactam diretamente na qualidade dos alimentos, proporcionando o plantio e colheita de alimentos mais frescos, nutritivos e com menor teor de contaminação química. Fatores estes essenciais na redução do risco de câncer, como enfatiza, e reforça, o relatório elaborado pelo World Cancer Research Fund (WCRF) e pelo American Institute for Cancer Research (AICR).
Ao fortalecer a segurança alimentar, a agroecologia também combate desertos alimentares e incentiva a redução da dependência de ultraprocessados de menor custo que atingem, sobretudo, populações vulneráveis do ponto de vista socioeconômico.
Para a Nutrição Oncológica, esse debate é urgente: Precisamos olhar além do prato! O olhar direcionado para fomentar Políticas Agrícolas e construir Práticas Agrícolas Sustentáveise deve ser prioridade para moldar, e reduzir, e moldar, o risco de adoecimento, incluindo por Câncer. A ABNO defende esta causa através de uma nutrição que une ciência, território e justiça social.
Referências:
WCRF/AICR – Diet, Nutrition, Physical Activity and Cancer: A Global Perspective. Continuous Update Project Expert Report. 2018.
FAO. The 10 elements of agroecology: guiding the transition to sustainable food and agricultural systems. Rome:Food and Agriculture Organization of the United Nations, 2018. Disponível em: https://www.fao.org/agroecology/overview/overview10elements/en/. Acesso em: 2 dez. 2025.
ALTIERI, M. A. Agroecology: the science of sustainable agriculture. 2. ed. Boca Raton: CRC Press, 2018. eBook. 448 p. DOI: https://doi.org/10.1201/9780429495465